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domingo, 5 de outubro de 2014

Parece um sonho–Mário Quintana

 

Parece um sonho que ela tenha morrido! diziam todos...
Sua viva imagem tinha carne!... E ouvia-se, na aragem,
passar o frêmito do seu vestido...

E era como se ela houvesse partido
e logo fosse regressar de viagem...
- até que em nosso coração dorido
a Dor cravava o seu punhal selvagem!

Mas tua imagem, nosso amor, é agora
menos dos olhos, mais do coração.
Nossa saudade te sorri: não chora...

Mais perto estás de Deus, como um anjo querido.
E ao relembrar-te a gente diz, então:
Parece um sonho que ela tenha vivido!

Mário Quintana - 1953

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Post It: Héctor Abad

 

“Se você quiser que seu filho seja bom, faça-o feliz. Se quiser que ele seja melhor, faça-o mais feliz ainda. Nós fazemos nossos filhos felizes para que eles sejam bons e para que, depois, essa bondade aumente sua felicidade.”

A ausência que seremos, de Héctor Abad (na verdade, trata-se de uma citação de autoria de seu pai, Héctor Abad Gómez, oriunda de um caderno anotações que foram reunidas sob o título de Manual de Tolerância, postumamente).

Post It: Galeano

 

“Eu quero dizer só isso: nosso inimigo principal é o medo. Temos medo por dentro.”

Cinco Mulheres, Eduardo Galeano

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Post it: José Saramago

 

 

"O egoísmo pessoal, o comodismo, a falta de generosidade, as pequenas covardias do cotidiano, tudo isso contribui para essa perniciosa forma de cegueira mental que consiste em estar no mundo e não ver o mundo, ou só ver dele o que, em cada momento, for suscetível de servir os nossos interesses."

José Saramago, 2009

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Post It: Dannes

 

Constatação do dia: na presença de idiotas, o melhor é calar. Para não desperdiçar energia em vão.

Smiley piscando

sábado, 18 de junho de 2011

Post It: Dannes

Sim, eu sou uma tagarela (aliás, recentemente descobri que eu falo com os olhos, com as mãos, com o corpo… algo que alguns amigos já haviam me apontado). Mas também gosto muito de observar: a vida, as pessoas, os comportamentos. E refletir sobre tudo isso. Desses olhares e reflexões, muitas vezes faço apontamentos interessantes, são quase conclusões (conclusão é uma palavra muito forte para quem considera que tudo está em constante evolução e movimento). Toda essa introdução é apenas para dividir com vocês um deles. Aposto que muitos vão concordar. Ei-lo!

“Um dos principais alicerces do amor, talvez o mais importante, é a admiração. Quando a admiração sai de cena, o amor entra em estado terminal.”

Dannes

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Post It: Fernando Pessoa

Há 123 anos, mais precisamente em 13 de junho de 1888, nascia em Lisboa, Fernando Antonio Nogueira Pessoa, ou simplesmente Fernando Pessoa, escritor e poeta.

Fernando Pessoa nos deixou como legado vasta obra, produzida muitas vezes sob heterônimos. Diferentemente dos pseudôminos, Pessoa criava personalidades poéticas complexas, identidades falsas que acabavam por se tornar “verdadeiras” através de sua arte. Pessoa criava todo um personagem com uma história de vida própria. Entre seus heterônimos mais famosos estão Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro.

Como uma pequena homenagem, transcrevo aqui um dos poemas que considero mais belos, assinado por Ricardo Reis, uma das muitas facetas de Pessoa.

 

Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio

Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos

Que a vida passa e não estamos de mãos enlaçadas

(Enlacemos as mãos)

Depois pensemos, crianças adultas, que a vida passa

E não fica, nada deixa e nunca regressa

Vai para um mar muito longe, pára ao pé do Fado,

Mais longe que os deuses

Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos

Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio

Mais vale saber passar silenciosamente e sem desassossegos grandes

Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz

Nem invejas que dão movimento demais aos olhos

Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria, e sempre iria ter ao mar

Amemo-nos tranquilamente, pensando que podíamos,

Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias

Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro

Ouvindo correr o rio e vendo-o

Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as no colo

E que o seu perfume suavize o momento

Este momento em que sossegadamente não cremos em nada

Pagãos inocentes da decadência

Ao menos se for sombra antes lembrar-te-ás de mim depois

Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova

Porque nunca nos enlaçamos as mãos, nem nos beijamos

Nem fomos mais do que crianças

E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio

Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti

Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim à beira do rio

Pagã triste e com flores no regaço

quinta-feira, 31 de março de 2011

Post It: Dannes

 

A velocidade do tempo me assusta mais do que a da luz…

Dannes, esta que vos fala.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Post It: Dannes

 

“Quem quer ser princesa quando ser mulher de verdade é muito mais interessante?”

Dannes, esta que vos fala.

terça-feira, 22 de março de 2011

Post It: Cecília Meireles

 

ceciliameireles

“A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la…”

 

Cecília Meireles

quinta-feira, 3 de março de 2011

Post It: Frida Kahlo

lasdosfridas
Las Dos Fridas, 1939


“Para que preciso de pés quando tenho asas para voar?”

Frida Kahlo

quarta-feira, 2 de março de 2011

Post It: Simone de Beauvoir

Março é o mês das mulheres. Para nós que temos uma vida confortável, com educação, emprego, moradia, saúde e tudo o mais de que necessitamos, pode não parecer grande coisa celebrar o Dia Internacional da Mulher, como já falei em outras ocasiões. No entanto, não podemos jamais esquecer que existem mulheres nos mais diversos recantos desse mundo que ainda sofrem preconceito, discriminação e atrocidades inacreditáveis. Mulheres que são mutiladas, apedrejadas, assassinadas. E é por elas que temos sim que seguir lutando, seguir gritando e seguir comemorando cada pequeno ou grande avanço. Portanto, o Tagarela, durante esse mês, dará ainda maior destaque às grandes mulheres de ontem, de hoje, de amanhã e de sempre.

Vamos começar com um Post It da grande e maravilhosa Simone de Beauvoir que dispensa apresentações.

 

“Que nada nos defina. Que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância.”

 

“Querer-se livre é também querer livres os outros. Quando se respeita alguém não queremos forçar a sua alma sem o seu consentimento.”

 

5873753

 

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Post It: Balzac

Em 15 de fevereiro, completei 33 anos de vida. Em homenagem ao fato, o Post It de hoje é de Balzac e fala, claro, da Mulher de Trinta Anos!

“Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis. A mulher jovem tem muitas ilusões, muita inexperiência. Uma nos instrui, a outra quer tudo aprender e acredita ter dito tudo despindo o vestido.”

 

 

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Post It: Caio Fernando Abreu

E para não dizer que o blog está ficando extremamente feminista, hoje teremos Caio Fernando Abreu, excelente escritor gaúcho que nos deixou em 1996.

 

..você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente.

 

Caio entendia muito bem a alma feminina. Ok, ok… Era para diminiuir o feminismo…

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Post It: Anais Nin

Para um domingo de reflexão, deixo a minha frase predileta da ousada e polêmica Anais Nin.

anais-nin





“A vida se contrai ou se expande proporcionalmente à coragem do indivíduo.”





 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Post It: Florbela Espanca

Enquanto a minha inspiração teima em brincar de esconde-esconde comigo (e devo dizer que está ganhando de dez a zero), busco amparo nas palavras de Florbela Espanca.

Quero voltar! Não sei por onde vim…
Ah! Não ser mais que a sombra duma sombra
Por entre tanta sombra igual a mim!

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P.S.: Para quem não a conhece, Florbela Espanca foi uma talentosa poetisa portuguesa. Se você quiser um pouco mais sobre ela, clique aqui. E, claro, nada melhor para conhecer um artista que ler a sua obra! Recomendo.

 

sábado, 1 de janeiro de 2011

Post It: Clarice Lispector


clarice lispector
Fonte: culturalivre.net

Para iniciar bem 2011, nada melhor do que as palavras da minha escritora favorita.

“Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.”

Clarice Lispector


sábado, 27 de novembro de 2010

Post It: Carlos Paez Vilaró

Segue um trecho do poema Homenaje a La Mujer, do pintor e escultor uruguaio Carlos Paez Vilaró. Estando no Uruguai, em Punta Del Este, vale ir até a vizinha e bela Punta Ballena e visitar a Casapueblo, casa onde Vilaró morou e que hoje é museu e hotel. Dica imperdível! Bom, fiquem com um trecho do poema (penso que dispensa tradução do espanhol para o português, ok!).

"Es la base de todos nuestros proyectos y de todo lo que hacemos. Por ella somos capaces de levantar una casa, emprender una aventura, pintar, componer, escribir o hacer una revolución.
Es la raíz de nuestras motivaciones, la salsa que condimenta con su belleza nuestra vida."

Carlos Paez Vilaró

segunda-feira, 30 de março de 2009

Lua adversa...

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...

Sábia Cecília Meireles... Ela estava certíssima. Temos fases, tal qual a lua. Eu estou em plena fase de recolhimento...

domingo, 29 de março de 2009

Neruda

Hoje, quero somente citar, sem tradução, um poeta que amo: o chileno Pablo Neruda...

XXXI

A quién le puedo preguntar
qué vine a hacer en este mundo?

Por qué me muevo sin querer,
por qué no puedo estar inmóvil?

Por qué voy rodando si ruedas,
volando sin alas ni plumas,

y qué me dio por transmigrar
si viven en Chile mis huesos?

De Libro de Las Preguntas - 1974