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sábado, 5 de novembro de 2016

A tua ausência

A tua ausência dói
Como um corte na pele
Como carne viva
A tua ausência dói
Deixa tudo cinza
Deixa tudo triste
A tua ausência dói
Fica tudo vazio
Fica tudo sombrio
A tua ausência dói
Em mim falta um pedaço
Falta o ar, falta o chão
A tua ausência dói
E sufoca meu coração

Porto Alegre, 02/11/2016
Em homenagem à minha amada vóca Erciliany

Autoria: Daniela Annes Spera

Cadeira Vazia

A tua cadeira está vazia
A mão que sempre me apoiou não está
O colo que sempre me acolheu não está
A tua cadeira está vazia
Não há a segurança
Não há o aconchego
A tua cadeira está vazia
Não há música
Não há palavra
A tua cadeira está vazia
É só dor e solidão
E, debaixo de meus pés, se abre o chão

Porto Alegre, 26/10/2016

Em homenagem ao meu amado Zizi
Autoria: Daniela Annes Spera

sábado, 30 de março de 2013

Perda

O  mundo não mais me pertencia

E era difícil aceitar

Todas as paisagens não admiradas

Todos os livros não lidos

Todos os amores não experimentados

Todas as músicas não ouvidas

Todos os sabores não degustados

Todos os filmes não assistidos

Toda a existência me fora roubada

Injustiçada, mirava com receio o desconhecido

E o que me aguardava

Nada mais poderia fazer

Nada mais sentia ou pensava

Que triste é a finitude

 

09/08/2012

Ela estava perdida em seus pensamentos. Tão perdida que não sabia em que confiar. Memórias próprias, memórias alheias. Segredos, confidências, mentiras. O que era verdade e o que fora ilusão. Crença e decepção. E a certeza de que era preciso continuar. Mesmo que em vão.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Estranho

Quanto mais te aproximas, menos te reconheço

Não há nada em teu olhar que remeta ao brilho do passado

Não há em tuas mãos o menor sinal do antigo vigor

E na face envergonhada mal carregas um tímido sorriso

O que teria te acontecido?

Onde terias perdido o senso?

Por que terias vendido a alma?

Ou fui eu que nunca te conheci?

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Teu nome está em todas as ruas

Teus olhos, em todas as faces

Tuas palavras invadem meus ouvidos

Já nem sei mais onde estou

Me fazes perder todos os sentidos

 

Buenos Aires, 18 de junho de 2012 (04h44m)

terça-feira, 5 de julho de 2011

A Outra

 

Tenho outra dentro de mim

Mas eu não a deixo sair

Ela fala e eu não quero ouvir

Ela briga e eu tento resistir

Ela grita enquanto eu finjo sorrir

Quando ela chora eu tento fugir

E seguimos assim nosso tormento sem fim

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Republicando…

Como minha inspiração continua brincando de esconde-esconde comigo, resolvi revisitar meus textos e republicar algumas coisas das quais gosto muito. É o caso do texto abaixo, produzido em agosto de 2010.


Meus sonhos foram todos roubados, ela pensou
Vejam só onde eu queria estar e onde eu estou
Onde foi que eu abandonei a sorte ou teria sido ela que me abandonou?
Ao final do caminho, julgo pouco o que restou
Quem poderia entender as inquietações de uma alma que há muito cansou
Com olhos suplicantes, minhas mãos ela pegou
Deixe-me ir, disse, para que possa enfim retornar ao que sou


sábado, 22 de janeiro de 2011

...

Meu corpo fala
O que minha boca cala
Estou por um triz
Minha alma diz
E para ser feliz
Preciso de tua fala
Suave em meu ouvido
Para tudo fazer sentido


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Silêncio



Por entre olhos que não me vêem
Ouvindo vozes que não se calam
Caminham palavras que não se lêem
Em lábios cerrados que não falam

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Resposta


Você chegou
No exato momento em que a porta se abriu
Você me amou
E com toda intensidade me invadiu
De maneira que nada mais sou
Que não seja a resposta ao teu toque febril

domingo, 5 de setembro de 2010

Sempre tua


Tua morada
Teu abrigo
Tua jornada
Teu porto
Tua amiga
Teu esconderijo
Tua amada
Teu refúgio
Tua amante
Teu conforto
Tua companheira
Teu apoio
Tua mulher
Teu templo
Tua estrada
Teu caminho
Tua partida
Teu percurso
Tua chegada
Teu destino
Sempre tua
E somente tua

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Minhas mãos


Minhas mãos que tecem o tempo
E se entrelaçam nas tuas
Costurando nossas vidas
Unindo nossos sonhos
Ocupadas com teu contento
Acalentam nosso amor
E fecundas o alimentam
Desejando que as tuas mãos
Sempre busquem as minhas


 

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Despedida


Meus sonhos foram todos roubados, ela pensou
Vejam só onde eu queria estar e onde eu estou
Onde foi que eu abandonei a sorte ou teria sido ela que me abandonou
Ao final do caminho, julgo pouco o que restou
Quem poderia entender as inquietações de uma alma que há muito cansou
Com olhos suplicantes, minhas mãos ela pegou
Deixe-me ir, disse, para que eu possa enfim retornar ao que sou



Espera



Vazias paredes sombrias
Espaços que aguardam teus abraços
Longa e aflita espera que me destempera
Para somente me reordenar ao te ver chegar
Com cores inebriantes cores
Que me transbordam em ti de amores



 

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Ah! A tua presença!


Ah! A tua presença!
Que me ocupa e me habita
Que me invade e me aquece
E que em toda minha pele transita
Ah! A tua presença!
Que a todo instante meu corpo suplica 
Que minha alma acolhe e reconhece
E que de amor me fortifica







quinta-feira, 5 de agosto de 2010


Nesta gélida manhã em que te procuro
Invadida pelas saudades tuas
Desejando estar nos teus braços
Acordando entre beijos e abraços
Somente a lembrança do teu amor me aquece

terça-feira, 3 de agosto de 2010


Desse corpo em que repousas
Faz a tua morada
Enfeita com teus beijos os lábios meus
Guarda meu calor nas tuas mãos
E faz de mim o abrigo teu


quinta-feira, 29 de julho de 2010

Você já esteve lá
Conhece a sensação
Talvez tenha se sentido muito confortável
Deixando-se levar por alguma distração
E, então, quando percebeu, estava distante, perdida
Sem entender ao certo o acontecido
Você sabe que precisa voltar
E conhece o caminho
Pois já o havia percorrido
Há obstáculos a superar
Mas é certo e inevitável
Você vai voltar
Pois pertence àquele lugar

quinta-feira, 22 de julho de 2010