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domingo, 6 de março de 2011

Em outros Carnavais

Carnaval é bacana quando somos crianças. Fantasias mil, serpentina, marchinhas. Carnaval é interessante quando somos adolescentes. Festa e festa. Carnaval é bonito na televisão. Luxo, silhuetas, plumas, cor.

Quando eu era pequena, pulei muito Carnaval nos salões de clubes da cidade ou da praia. A cada ano, uma nova fantasia. No ínterim entre a infância e a adolescência, quando já não somos tão pequenos assim e ficamos envergonhados de nos fantasiar e ir para o baile da tarde do clube porque achamos que não está com nada, mas também não temos ainda idade para fazer festa, a diversão era assistir aos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro na televisão e ir dormir bem tarde. Na adolescência, muita festa fiz pulando Carnaval. Hoje, estou mais para o bloco do sossego. Carnaval para mim é sinônimo de feriado e dias preguiçosos de descanso. Não vejo graça nos desfiles, não vejo graça na trilha sonora (axé é especialmente detestável). Acho que o dinheiro que se investe especialmente nos desfiles poderia ser melhor empregado em saúde e educação, mas me parece que as escolas de samba não concordam comigo. Acho que, no meio de tantas dificuldades sérias que nosso país enfrenta (e o mundo), é quase alienação. Mas assim é o Brasil: futebol e Carnaval. Resultado: Tiririca eleito, mensalões, impunidades e nem vamos seguir a lista para não nos deprimirmos e acabarmos como o pierrot que está chorando pelo amor da colombina no meio da multidão…

Daniela Cigana Carnaval
Dannes, em outros Carnavais

sábado, 4 de dezembro de 2010

Cães e Gatos

Eu gosto de animais. Já tive os meus. Quando eu era pequena e morava com os meus avós, tínhamos a Bilu e o Pitty (meu predileto). A Bilu não tinha raça definida e o Pitty era igual ao Benji, o cãozinho que encantava nas telonas e telinhas mundo afora.
I - Daniela - pai, mãe e Pitty
Eu, com poucos meses de vida, meus pais e o Pitty no jardim da casa da minha avó
Depois de adulta, quando morava em uma casa com pátio, tive um casal de Akitas (que, depois, deu cria e acabamos ficando com uma fêmea). Aliás, eu posso afirmar que Akitas são cachorros espetaculares, uma das minhas raças prediletas em razão de seu temperamento (talvez a minha raça predileta). E tive, também, um gato, igual ao das propagandas da Whyskas. Eu gostava muito de todos eles, mas tinha um afeto especial pelo gato. Bock era espertíssimo e carinhoso, adorava um colo e um carinho. Ensinou o Polar, o akita (que depois ensinou a Bohemia), a abrir as portas. Ele pulava e se jogava no trinco, puxando-o para baixo e abrindo a porta. Um verdadeiro barato! E todos eles se entendiam muito bem.
Quando o Polar e a Bohemia deram cria, a casa ficou repleta de filhotes de Akita. Muito fofos, muito lindos! Claro que dá um trabalho tremendo, mas é gostoso. Lembro que começaram a crescer e, então, tínhamos que vendê-los (ou doá-los), mas, a cada pessoa interessada que vinha vê-los, dava um aperto no coração…
família de akitas
Akitas - infelizmente não tenho fotos digitalizadas do Polar, da Bohemia e da Gorda
Mas o meu grude mesmo era com o Bock. Estávamos sempre juntos, dormíamos juntos. Como era macho, volta e meia sumia por uns tempos. E voltava com uma cara sapeca e cheio de fome e sede. Porém, em certa ocasião essa ausência se estendeu e ele não voltava. Passaram-se vários dias e eu estava triste e preocupada. Depois de algum tempo, tiveram coragem de me contar: ele havia morrido atropelado por um carro na frente de casa. Ainda tinham tentado salvá-lo, mas não foi possível. A isso, seguiram-se muitas lágrimas e eu nunca mais quis outro gato.
Bock 2
Meu amado Bock
Acabei me separando e os akitas ficaram com o ex-marido. Perdi totalmente o contato. Circunstâncias da vida.
Nunca mais tive nem cães e nem gatos. Gosto deles, simpatizo mais com alguns, mas acho injusto ter bichinhos em apartamentos. Sei que existem raças que se adaptam melhor nessas condições, mas, ainda assim, não é o ideal. Ainda mais com a vida que tenho, trabalhando o dia inteiro e cheia de outras responsabilidades. Além de viajar muito. Se eu tivesse um bichinho, não poderia simplesmente bater a porta de casa e voar as tranças.
No entanto, de alguma forma, o desejo tem aflorado novamente, depois de muitos anos. Talvez se deva ao fato de ter reencontrado o amor de uma forma muito verdadeira e estar construindo realmente um lar e uma família. Provavelmente tenha influência relevante. Entretanto, ainda não estou bem certa e isso se deve aos motivos já citados: morar em um apartamento, ficar fora de casa a maior parte do tempo, viajar bastante. Mas basta ver um gatinho para meu coração se derreter…
DSC02063a
O gato que tocou meu coração mais recentemente em Colonia Del Sacramento no Uruguai

domingo, 7 de novembro de 2010

Baú da Taga: A história de uma gata

Talvez ainda influenciada pela recente comemoração do Dia das Crianças, talvez porque adoro a música. Muito provavelmente porque sou fã de Miúcha, e também porque Bebel Gilberto aparece ao lado de sua mãe no vídeo (gosto muito da voz de Bebel adulta e nem preciso dizer que sou admiradora de seu pai, João Gilberto). Também porque adoro Chico Buarque. Por todos esses motivos, deixo com vocês A história de uma gata, uma das músicas de Os Saltimbancos (versão em português, de autoria de Chico, de I Musicanti, musical infantil do italiano Sergio Bardotti e do argentino Luis Enriquez Bacalov, baseado no conto Os Músicos de Bremen, dos Irmãos Grimm).


Os Saltimbancos estreiou no Rio de Janeiro, em 1977, no Teatro do Canecão. No elenco: Marieta Severo, Miúcha, Pedro Paulo Rangel (ator que acho genial) e Grande Otelo. A trilha sonora original (disco lançado em 1977) é imperdível, com participações de Nara Leão, MPB-4, e, evidentemente, do próprio Chico. Ótima dica para entreter os pimpolhos!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Dia das Crianças!

Oficialmente, hoje é feriado no Brasil por ser o Dia de Nossa Senhora Aparecida, a santa padroeira do país. No entanto, poucas são as pessoas que devem se lembrar disso, pois para todos hoje é o Dia das Crianças!
Todos nós já fomos crianças um dia. Assim, compartilho com vocês a criança que eu fui e que procuro manter viva dentro de mim!




Desde 2009, o dia 12 de outubro é também o Dia Nacional da Leitura! Portanto, a dica é aproveitar o dia para ler e brincar! Alimentar e nutrir a criança interior que torna a vida mais leve e divertida!

Feliz Dia das Crianças!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O Baú da Taga: Amar é...


Inaugurando mais uma novidade do blog - O Baú da Taga, que trará lembranças ao estilo "do fundo do baú" - lembrei das ilustrações foférrimas de Kim Casali. Quem lembra?

Os fofos personagens da série Amar É nasceram das ilustrações que Kim Grove fazia, nos anos 60, em forma de bilhetes para o seu amado que viria a ser seu marido, Roberto Casali. Ao casar com Roberto Casali, Kim passou a ser Kim Casali.

A publicação original ocorreu na década de 70 no jornal Los Angeles Times. Essa paixão chegou ao Brasil em 1978 (ano em que esta que vos fala nasceu!) através da Editora Abril, quando foi lançado o primeiro álbum de figurinhas das personagens. Eu tive o meu e adorava! E você? Conta aí!

Amar É foi sucesso instantâneo e, até hoje, mesmo após o falecimento de sua criadora (1997), continua encantando e despertando sorrisos! Além dos belos desenhos, as mensagens também são ótimas.