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sábado, 5 de novembro de 2016

De volta!

Nossa... Quanto tempo! Vamos tirar o pó disso aqui... rsrsrs
Tanta coisa tem acontecido nos últimos tempos e o blog ficou mesmo bem esquecido. Sem contar que mídias como Facebook, Instagram e Twitter acabam sendo mais fáceis e mais imediatas. Mas, dentro do possível, vou me propor a retomar as atividades por aqui.
Além disso, eu também andava numa fase "seca" de inspiração, pelo menos para os textos mais "poéticos", por assim dizer... Mas, há poucos dias, produzi dois textos de que gostei muito e, então, fiquei motivada a voltar para cá. Vou começar publicando esses dois textos e torcendo para que a inspiração volte a me acompanhar.
Um lindo final de semana para todos nós!

quinta-feira, 4 de junho de 2015

(Um pouco) Das coisas que amo em Buenos Aires

Se fosse fazer uma lista de todas as coisas que eu amo em Buenos Aires, certamente seria interminável, sempre teria mais alguma coisa a acrescentar. Mas não custa tentar; afinal, na minha mente e no meu cotação, essa lista já existe. Então, vamos lá!


Das coisas que eu amo em Buenos Aires:
1. Caminhar pelas ruas
Caminhar por Baires é uma delícia. A cidade é toda plana e muito fácil de mapear e compreender. Caminhar aqui é tão gostoso que nem nos damos conta da distância e tudo acaba parecendo perto. Além disso, é seguro caminhar, inclusive de noite.
2. O metrô - Subte
Andar de subte é uma delícia. Fácil, rápido, barato. E seguro.
3. As livrarias
Uma em cada esquina. 
4. Os cafés
Um em cada esquina. Para beber, comer, conversar, ler, pensar, viver!
5. Os teatros
Um em cada esquina. É possível assistir a um espetáculo diferente a cada noite. Para todos os gostos e bolsos.
6. A arquitetura
Uma atração à parte. Buenos Aires é mesmo a Paris da América do Sul.
7. A vida cultural
Museus, bibliotecas, galerias, centros culturais por toda parte. Sempre há programação variada, exposições e shows interessantes.
8. Os restaurantes
Além da comida ser deliciosa, os horários são bem flexíveis. É possível almoçar perfeitamente às 15 ou 16 horas. E também jantar bem tarde. 
9. As empanadas
Ah, as empanadas... E as melhores da cidade, na minha opinião, são as da La Morada, no Centro, e as do El Sanjuanino, na Recoleta.
10. As medialunas
Outro clássico portenho. Salgadas ou doces, sempre deliciosas. Há muitas opções, mas as mais gostosas, na minha opinião, são as do Café Rivas, em San Telmo.
11. As pizzas
As pizzas são um capítulo à parte. Minhas prediletas são as da Guerrín e as do Los Inmortales, ambas na Corrientes, e as do El Cuartito, na Talcahuano. Meu sabor predileto é napolitana.
12. As parrillas
Bife de chorizo e Ojo de bife são delícias obrigatórias. Minha parrilla predileta, sem concorrência, é El Establo, no Centro.
13. As massas
Buenos Aires teve muita imigração italiana e, portanto, a gastronomia italiana na cidade é forte e muito bem representada. Meu restaurante italiano predileto é o Broccolino, no Centro.
14. As milanesas
Vir a Buenos Aires e não comer milanesas é um pecado. Há várias e deliciosas opções pela cidade. Porém, para comer bem e pagar um bom preço, minha dica é o Paluchino Café, na Riobamba esquina com Avenida Corrientes. Peça uma milanesa napolitana com papas fritas.
15. O doce de leite
Dispensam maiores comentários. Tão delicioso quanto o doce de leite uruguaio.
16. Os vinhos
Vinhos excelentes a excelentes preços. Para todos os gostos. Meus prediletos: Bodega del Fin del Mundo, Pulenta, Nieto Senetier, Catena Zapata, San Felipe... São tantos!
17. O tango
Amo ouvir tango! Acho que é uma trilha sonora que combina com quase tudo na vida. De Piazzolla a Narcotango, (quase) tudo me encanta!
18. Evita
Falem o que quiserem, mas, sim, eu admiro muito a Evita. 
19.  Ricardo Darín
Acho que é o único homem neste mundo capaz de despertar meu lado tiete.
20. Tickets Bs As
Um quiosque que concentra a oferta de espetáculos da cidade e concede um desconto de 50% para os ingressos do dia.
21. O idioma
Acho o espanhol lindo! Gostoso de ouvir e de falar.
22. Canal (à)
Canal de televisão com excelente programação cultural.
23. Feria Puro Diseño
Acontece anualmente, geralmente no final de maio, e reúne o melhor em termos de design e criatividade. Para conhecer as novidades e fazer boas comprinhas.
24. As Tiendas de Diseño (lojinhas)
Inúmeras lojinhas pela cidade que vendem coisas bacanérrimas e com bons preços (se compararmos com os preços do Brasil). Minhas favoritas: Artentino (vários endereços pela cidade - Avenida Callao, Avenida de Mayo, etc), La Aldea (Avenida Santa Fe), Regalalo (Avenida Callao), Oh My Love e Tienda Palacio (Defensa).


Certamente essa lista seguirá aumentando infinitamente porque jamais me canso de Buenos Aires. É meu lugar no mundo. Onde me sinto verdadeiramente em casa. Desde a primeira vez em que pisei o solo portenho, há mais de quinze anos, a cidade me encantou, me conquistou. Foi paixão e amor à primeira vista e se converteu numa relação sólida, pois retorno sempre que posso com regular frequência. Meu sonho, que um dia se tornará realidade, é morar aqui. Sei que vou realizá-lo, é apenas questão de tempo. Nessa atual temporada aqui, percebi mais claramente porque amo Baires. Simplesmente porque aqui se sabe viver. Os portenhos sabem desfrutar a vida. E esse é mais um forte motivo para me identificar. 



Antigamente, (quase) todos costumavam me dizer que meu amor por Buenos Aires acabaria, ou diminuiria, quando conhecesse Paris pois certamente me apaixonaria por Paris. Pois bem, conheci Paris há quatro anos durante minha lua de mel. Realmente, Paris é encantadora e apaixonante. Tem seus muitos encantos e, é claro, eu também voltaria muitas vezes a Paris. Porém, Paris não foi capaz de substituir ou de diminuir meu amor por Baires. Meu lugar no mundo continua sendo Buenos Aires, meu amor continua sendo total e exclusivo de Baires.


E, sempre que se aproxima a hora da partida, como agora, meu coração se entristece. E já começo a fazer planos para a próxima vinda. Afinal, não há nada melhor do que estar onde me sinto em casa!

domingo, 5 de outubro de 2014

Trinta dias…

Vóca amada, faz um mês que nos deixaste fisicamente. Sinto muito a tua falta todos os dias e creio que será assim enquanto eu viver. Porém, tenho certeza de que continuamos juntas, de uma outra forma. Depois do teu AVC, já tínhamos aprendido uma nova forma de nos relacionarmos, pois não podíamos mais ter as nossas longas e alegres conversas, sempre divertidas, mas também sérias quando o assunto demandava. Aprendemos a conversar de outra forma. Agora, estamos aprendendo de novo uma nova forma de nos relacionarmos: eu aqui no mundo físico e tu aí no mundo espiritual. Sinto a tua presença sempre e posso sentir a tua doçura e o teu amor, como sempre senti. E sigo conversando contigo todos os dias e também nas minhas orações. Eu só posso agradecer pelos 84 anos saudáveis que tu tiveste e que foram vividos plenamente. Tenho muita dificuldade para entender porque sofreste esse AVC e porque tiveste que passar por tantas limitações depois disso, mas imagino que deva existir alguma explicação além do meu entendimento. Agradeço por ter compartilhado contigo os meus 36 anos de existência e por ter tido sempre o teu amor, o teu carinho, o teu cuidado, o teu apoio, a tua amizade. Agradeço por ter recebido tantos ensinamentos, uma bela herança que levarei sempre comigo. Agradeço por ter sido sempre grata a todo esse amor e por ter tido a oportunidade de te retribuir te dando também muito amor em todos os momentos. Nos deixaste aos 85 anos, há um mês. Deixaste um vazio; porém, sempre o preencho com o nosso amor, que vai me amparar por toda a minha vida, e com todos os teus ensinamentos. Tenho certeza de que continuamos juntas e sempre continuaremos. Essas fotos contam um pouquinho da nossa história e sempre que as vejo lembro com ainda mais força de todos os bons momentos que vivemos e fico feliz por ter esse grande legado de belas e felizes lembranças. Te amo!

PS.: As fotos referidas no texto foram publicados no meu perfil pessoal do Facebook.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Sete dias…

Hoje faz uma semana que minha amada avó deixou o plano terrestre. Como no dia da sua partida, chove. Chuva que ela tanto aprecia e que me ensinou a também apreciar. Chuva que é bênção. Chuva que nos une, assim como o amor, a gratidão e a saudade. Saudade que é a prova de que tudo valeu a pena e de que o amor permanece. Amor que ampara e guia. Amor que traz doces e felizes lembranças. Amor que dá continuidade aos sábios ensinamentos transmitidos. Amor e gratidão que inunda o coração. Amor e gratidão que sempre existirão e que iluminam o caminho. Saudade, amor e gratidão que habitam minha alma e guiam os meus passos. Vó, minha vóca, sinto a tua presença que sempre me acompanhará. Jamais conseguirei falar de ti no passado, pois tudo és e seguirás sendo. Minha luz, meu amor maior. E estás sempre comigo. Sinto teu doce olhar, teu belo sorriso, teu afetuoso carinho, tua bondade e teu amor. Estás em mim e estou em ti. Para sempre. Te amo!

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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Um anjo retorna ao céu

Hoje nos deixou a mulher mais linda do mundo, a dona do olhar mais doce, do sorriso mais belo e contagiante, da alma mais pura, bondosa e generosa. Hoje o melhor ser humano partiu, deixando um imenso vazio, uma saudade eterna. O mundo fica mais triste, menos colorido. Um pedaço de nós vai com ela e um pedaço dela fica conosco. Sei que ela sempre estará por perto, nos olhando, nos cuidando, nos protegendo e nos amando, como sempre fez. Ela é o nosso exemplo, nossa base, nosso amor maior, nossa mestra. Sempre será. Ela agora está envolta em muita luz, livre de qualquer desconforto ou dor, cercada de anjos, anjos como ela. Nós só temos a agradecer por termos tido a honra, a sorte, a bênção e a felicidade de termos convivido com ela, de termos aprendido com ela, de termos dado e recebido tanto amor. Seguiremos sempre honrando tudo o que ela nos ensinou. Nosso amor, imenso, incondicional e infinito, continuará existindo, estejamos nós onde estivermos, assim como a nossa gratidão.

Vó, o amor que tu sempre me deste é que fez de mim quem sou, é esse amor que me sustenta e me ampara e assim será enquanto eu viver. Estaremos sempre juntas. Tu vives em mim, no meu coração, na minha alma. Tenho muito orgulho de ter sido tua neta, tua filha, tua amiga, tua parceira, tua cúmplice, tua confidente. Tenho muito orgulho de ter herdado tanto de ti: o amor pela vida, o amor pelas pessoas, a simplicidade, a bondade, a alegria, o prazer da leitura, o gosto pela cozinha, tantas e tão belas heranças. Tenho muito orgulho de ser parecida contigo em tantas coisas. Não chego nem perto de ser tudo o que és, mas és o meu exemplo sempre e, sendo eu um pouco parecida contigo, para mim, já é motivo de imensa felicidade. Te amo mais do que tudo e sempre vou te amar! Felicidade é ter estado ao teu lado durante esses meus 36 anos de vida! Sempre, em todos os momentos, ao teu lado. Muito rimos e choramos juntas, muito conversamos, sempre segurando a mão uma da outra. Seguiremos juntas. Sempre. Te amo, minha vóca! Te agradeço por tudo!

Encanta o céu, levando a tua doçura, bondade e generosidade, assim como encantaste a todos aqueles que tiveram o privilégio de te conhecer e conviver contigo durante os teus 85 anos de vida vividos de forma tão bela e exemplar, nossa Erciliany amada!

Avisamos aos amigos e familiares que o velório ocorrerá neste sábado, a partir das 10 horas, no Jardim da Paz, em Porto Alegre, na Capela A, sendo o sepultamento às 17 horas.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Uma experiência arrebatadora

Faz tempo que não venho compartilhar minhas impressões sobre algum espetáculo, apesar de estar sempre presente na platéia conferindo o que rola por puro amor e prazer. Ontem, porém, passei por uma experiência arrebatadora ao assistir à estréia de “A Vertigem dos Animais Antes do Abate” no Theatro São Pedro. Tão arrebatadora que senti necessidade de compartilhar.

Não via um trabalho teatral tão bom há tempos. É notória e emocionante a entrega dos atores às personagens. Tanto que eu imagino que eles terminem o espetáculo esgotados tanto física quanto emocionalmente. E nós, a platéia, chegamos ao fim do espetáculo encantados, arrebatados.

Infelizmente, na saída do teatro, no elevador da garagem, alguns casais que desceram conosco comentavam negativamente a peça. Inclusive, perguntaram a mim e ao meu marido se havíamos gostado ao que prontamente respondi que sim, muito. E logo vi narizes torcidos para mim… Os comentários diziam que a peça era doentia e uma das senhoras disse que nem ia conseguir dormir direito. Uma pena que não tenham conseguido captar a mensagem…

Realmente o espetáculo pode ser chocante para algumas pessoas pois trata da selvageria humana, daquilo que nos é mais primitivo, dos instintos. No entanto, o que o público precisa entender é que o fato de tais situações serem encenadas não significa que está sendo feita uma defesa desses comportamentos. Apenas está sendo retratada, como já disse, a selvageria humana, nosso lado mais primitivo. Talvez, se não tivéssemos tantos filtros, se não fôssemos civilizados, se todas as regras,  se todos os valores morais, se o ego e o superego saíssem de cena, nós agíssemos assim. Ou seja, seria o reinado do id. Talvez essas poucas pessoas que desceram conosco no elevador do estacionamento não tenham conseguido fazer essa leitura. Sinto muito por elas. Eu dormi muitíssimo bem, ainda encantada e tocada pelo belíssimo trabalho a que tinha assistido. E é justamente essa a maior beleza do teatro: tocar o público, provocá-lo, emocioná-lo. Missão cumprida com louvor!

A peça mostra uma tragédia grega (literalmente, com todos os elementos típicos) porém contemporânea. As atuações dos atores são brilhantes! A entrega dos atores às personagens é total e linda de se testemunhar. Inclusive, lembro de ter pensado durante o espetáculo no quanto era impressionante ter sido reunido um elenco tão perfeito, de tamanha qualidade. Atores bastante conhecidos do público, como Marcelo Ádams e Ida Celina, e outros nem tanto (pelo menos, menos conhecidos para mim), mas todos excepcionais e talentosíssimos! Cada um ocupando o seu devido lugar e, assim, fazendo um belíssimo trabalho de equipe, tal qual o teatro deve ser.

A montagem está mesmo maravilhosa! O cenário é simples e dinâmico, cumprindo seu papel e deixando que as emoções exploradas pelo texto e pelas brilhantes atuações reinem absolutas. A direção é de Luciano Alabarse, que dispensa maiores comentários ou apresentações, e de Margarida Peixoto. Para completar, a música casa perfeitamente com a ação na bela voz de Muni e com o piano de Everton Rodrigues.

O texto original é do grego Dimitris Dimitriádis e nunca havia sido montado no Brasil. Só o título já conquista: “A Vertigem dos Animais Antes do Abate”, mas havia tantas passagens interessantes que eu juro que senti vontade de abrir a bolsa, puxar papel e caneta e anotar algumas frases. Um exemplo: “As perguntas são os alicerces do mundo. Por isso mesmo devem ficar sem respostas.”

Eu amei! Dou nota máxima, recomendo e assistiria outras vezes com toda a certeza. Felicidade é teatro de qualidade!

Meu único pitaco seria quanto ao desfecho do espetáculo… Minha cabeça ficou imaginando que seria bastante interessante que no momento em que o personagem Nilos Lákmos diz a seguinte fala, na beira do palco, encarando o público: “Eu sou Nilos Lákmos. E vocês quem são?”, poderiam se apagar todas as luzes e terminar o espetáculo. Acho que seria impactante, arrebatador mesmo (mas, claro, é apenas minha humilde, leiga e delirante opinião). Afinal, para mim, esse é o grande lance da peça: você domina os seus demônios ou permite que eles dominem você?

Daniela Annes Spera – Porto Alegre, 04 de julho de 2014

#avertigemdosanimaisantesdoabate

 

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A Vertigem dos Animais Antes do Abate

Texto de Dimitris Dimitriádis

Direção de Luciano Alabarse e Margarida Peixoto

Elenco: Marcelo Ádams, Ida Celina, Elison Couto, Pingo Alabarce, Gustavo Susin, Áurea Baptista, Mauro Soares, Plínio Marcos Rodrigues, Alexandre Magalhães e Silva

Participação Especial: Muni e Everton Rodrigues

Theatro São Pèdro – de 03 a 13 de julho de 2014

domingo, 25 de maio de 2014

25 de maio

Hoje faz um ano que a minha amada avó materna, Erciliany, a quem considero também como mãe, foi vítima de um AVC isquêmico na artéria média cerebral esquerda. Vivemos momentos muito difíceis e dolorosos, mas, felizmente, ela superou grandes dificuldades e permanece conosco e, apesar de ter ficado com muitas sequelas, está bem. Ela é uma heroína, uma guerreira, uma grande e forte mulher, minha mestra e meu exemplo. Era ela quem cuidava de meu amado avô materno, Gezerino, a quem também considero como pai, que desde 2010 foi acometido por Alzheimer. Apesar de ele também ter sentido muito o que aconteceu a ela e ter tido mudanças em sua rotina, felizmente ele também está bem, dentro de suas limitações. De lá para cá, minha vida mudou. Toda essa experiência foi transformadora em muitos sentidos. Quando vivemos algo assim, re-significamos muitas coisas em nossas vidas. Sempre fui uma pessoa que valorizou as pequenas coisas, inclusive porque eles me ensinaram a ser assim, mas isso ficou ainda mais forte. Não é fácil ver quem a gente ama sofrer, ou mesmo ficar com limitações. Porém, poder estar ao lado deles, ajudando-os, confortando-os, amparando-os, oferecendo minha presença, meu amor e meus cuidados é uma bênção. Eles sempre me deram muito amor nessa vida e continuam me dando. É esse amor que sempre me guiou e me amparou em cada passo da minha trajetória e que fez de mim quem eu sou. E é esse amor que sempre retribuí e continuo retribuindo com prazer e gratidão. Também é uma bênção ter ao meu lado, sempre ajudando e apoiando, o maior parceiro que eu poderia ter, o meu amado marido Marcelo. Também posso dizer o mesmo de minha amada mãe, Tânia, e de meus amados tios, Eduardo, Denise e Roselaine. Agradeço também ao meu amado pai, Ademir, e aos meus irmãos, Alexandre, Gabriela, Guilherme, Felipe e Isabela, que são também muito importantes em minha vida. Tenho certeza de que meus amados avós paternos, Diva e Arnaldo, que já nos deixaram, me acompanham todos os dias como dois anjinhos no céu. O carinho da minha família paulista, outro presente que ganhei ao me casar com o Marcelo, também é muito importante para mim. Agradeço também aos amigos e demais familiares que me acompanham e me apoiam com carinho (seria impossível nominar a todos, mas tenho certeza de que vocês se reconhecerão). Ao invés de fazer dessa uma data triste, a transformo numa celebração da vida, pois não há bênção maior do que ter ao meu lado minha família e meus amigos queridos. Família é tudo para mim, é a base e eu sou verdadeiramente abençoada e grata por ter uma família tão bela, tão amorosa e tão múltipla. Considero que os amigos verdadeiros são também minha família, a família de coração. Tenho muito a agradecer nessa vida e espero sempre poder retribuir a todas essas bênçãos. Além disso, tenho mais motivos ainda para fazer dessa uma data de celebração: nos dias 26 e 27 de maio, eu e Marcelo festejamos nosso aniversário de casamento! Por fim, há poucos dias, ouvi de um amigo que eu sou um anjo na vida de meus avós. É claro que fiquei feliz de ouvir essas palavras, mas respondi a ele que não, que os meus avós é que são anjos na minha vida. Muito amor para todos nós e um belo domingo!

domingo, 11 de maio de 2014

Dia das Mães!

 

Com essa singela homenagem para as minhas mães (minha mãe e minha vó materna), que é certamente menos do que elas merecem, homenageio a todas as mães. Feliz Dia das Mães para todas as mães, as biológicas, as de coração, as de criação! Feliz Dia das Mães a todas as mulheres, pois toda mulher é um pouco mãe: mãe dos próprios filhos, mãe dos sobrinhos, mãe dos afilhados, mãe dos filhos dos amigos, mãe dos irmãos, mãe dos primos, mãe dos próprios pais e avós (no belo ciclo da vida que se resume a cuidar e ser cuidado), mãe dos amigos, sempre mãe. Parabéns aos pais que também são mães! Que todas as mães tenham um lindo dia na companhia de seus filhos amados! As minhas mães sempre terão meu amor, minha admiração, meu respeito e meu cuidado, não só no dia de hoje mas em todos os dias da minha vida. Amo vocês!!! ♡♡♡♡♡

 

Mães2014

terça-feira, 15 de abril de 2014

Novo projeto: Felicidade!

 

Hoje decidi iniciar um novo projeto ao qual entitulo Felicidade!

Me considero uma pessoa otimista, sempre tento tirar algo positivo de tudo e acredito que a felicidade também mora nas pequenas e belas coisas cotidianas. Porém, com essa louca vida que vivemos atualmente, cheios de compromissos e tarefas, muitas vezes me sinto extremamente cansada, absorvida pelas dificuldades e até um pouco desanimada. Quando me pego nesses momentos, sempre reflito sobre as coisas boas: a começar por estar viva, por ter saúde, família, amor, amigos, trabalho, meios de me manter, um teto sobre minha cabeça, comida na mesa, roupas sobre o corpo e assim por diante. Me sinto grata e feliz. Pois é justamente desse processo que nasceu o novo projeto.

Confesso que, no meio de tudo isso, também lembrei de um projeto português muito bacana do qual sou fã, mas que terminou. O Felicidário. Parecido, mas diferente. Não conhece? Clica aqui.

A partir de hoje, a cada dia, publicarei um fato qualquer do meu dia que me faça feliz, desde os menores até os maiores acontecimentos. Será assim: Felicidade é…

E, assim, me lembro de um outro projeto ao qual tenho muito amor e que encantou a minha infância: o belíssimo Amar é…, de Kim Casali, que volta e meia habita os meus blogs.

Voltando ao Felicidade é…, estou me propondo a valorizar fatos felizes da minha rotina por 365 dias, começando hoje. Espero conseguir! E, como tudo que faço, o projeto é livre: poderá ter apenas palavras e poderá ter fotografias também.

Então, vamos lá! Bem-vindos ao Felicidade é… ou ao 365 dias felizes!

 

PS: As publicações devem rolar no blog e nos perfis do Facebook, Google + e Twitter. No Instagram, quando houver fotografias. #felicidade #365diasfelizes

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

2013 - O ano da faxina

No início deste ano, uma amiga comentou comigo que esse seria o ano da faxina. Ela tinha lido em algum artigo de previsões astrológicas. A princípio, achei uma coisa meio boba, mas conforme tenho vivenciado esse difícil ano, percebo que, pelo menos dessa vez, a astrologia estava correta. Sim, porque o ano está sendo muito difícil, mas muito difícil mesmo. No entanto, a faxina vem sendo realizada. Entenda-se por faxina retirar da sua vida tudo aquilo que não valha a pena, inclusive as pessoas que não valem a pena. Uma verdadeira faxina mesmo! Ou uma grande triagem que permite que se mantenha na sua vida somente o que vale a pena. Como você preferir.

A minha filosofia, desde sempre, é a de não gastar nem tempo e nem energia com o que não vale a pena, inclusive pessoas. Creio que já falei disso por aqui. Você tem direito de querer na sua vida somente o que lhe faz bem, o que soma, o que agrega, inclusive pessoas. Você tem todo o direito de retirar da sua vida pessoas que não somam e que não agregam. Quando a pessoa em questão é alguém de quem você gosta (ou melhor, gostava), esse processo pode ser um pouco sofrido, mas, acredite, é necessário e você se sentirá muito melhor sem essa energia ruim (ou estagnada) pairando no ar.

As pessoas nem sempre tem as mesmas trajetórias, nem sempre tem as mesmas lições a serem aprendidas, nem sempre tem as mesmas vivências e experiências a serem compartilhadas e nem sempre compartilham dos mesmos valores que você. A vida é assim. E pronto. Sem drama. O melhor que há na vida é poder simplificar. E é justamente por isso que simplesmente retiro da minha vida tudo o que não vale a pena. E somente eu posso avaliar o que (ou quem) vale ou não a pena para mim. Simples assim.

Eu só quero na minha vida coisas e pessoas que somem, que agreguem, que sejam merecedoras de estar e fazer parte da minha vida. Dos demais, quero distância. Sou assim e sempre serei. Não tem lágrimas e nem coração mole comigo. Não se trata de ser radical ou inflexível, sou apenas realista e objetiva. E nem os laços de sangue são imunes, pois não basta ter o mesmo sangue. Para ser minha família, é preciso ter caráter. E moral. É isso, ou adeus. Parta, vá para longe, me deixe em paz.

Muitas pessoas tem dificuldade de lidar com essa minha filosofia de vida. Sinto muito por elas. Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que se é, já dizia Caetano.

Em um ano difícil como 2013, fica muito fácil colocar em prática minha filosofia de vida, pois são nos momentos de dificuldade que conhecemos realmente as pessoas. As pessoas se revelam diante das dificuldades. Eu diria que as dificuldades mostram, revelam e/ou despertam o pior ou o melhor das pessoas. Depende de cada um. Sim, porque eu acredito que somos totalmente responsáveis por nossas escolhas e nossas ações. E, assim, devemos ser capazes de arcar com o custo de nossas escolhas e de nossas ações, seja qual for.

Em suma, a vida é feita de escolhas, você é responsável por suas escolhas, simplifique, seja objetivo, viva leve sem carregar o peso desnecessário de tudo aquilo que não vale a pena e seja feliz! 2014 será um ano melhor! Com certeza!

sábado, 26 de outubro de 2013

Um breve F5

Eu ando sumida do blog. Este ano, minha vida teve uma grande reviravolta. Minha amada avó materna sofreu um AVC em maio, e, infelizmente, ficou com muitas seqüelas importantes. Meu avô paterno, a quem minha avó cuidava, e que sofre do Mal de Alzheimer, teve um agravamento no quadro da doença. Eles são como mãe e pai para mim, pois me criaram desde bebê de colo até os meus dez anos de idade. Eu os amo muito, eles me ensinaram tudo o que eu sei e eu tenho estado envolvida nos cuidados com eles desde então. Felizmente, o pior já passou, mas é muito triste ver quem a gente ama sofrer. É uma dor dilacerante e uma sensação horrível de impotência. Porém, é preciso ser forte e seguir em frente sem desanimar, pois eles precisam de mim. Felizmente, também, conto com a ajuda da minha mãe, da minha tia e do meu tio mais novo, bem como de seus cônjuges. E, evidentemente, com a ajuda inestimável e incondicional do meu amado marido que mostra diariamente ser um verdadeiro companheiro e parceiro.

É o ciclo da vida: cuidar de quem cuidava de mim. E é impressionante como descobrimos uma força que nem sabíamos que tínhamos. Enfim, ambos estão precisando dos meus cuidados e eu os cuido com muito zelo, amor e dedicação, retribuindo todo o zelo, amor e dedicação que sempre tiveram comigo. E, lembrando o belíssimo texto de Carpinejar (leia aqui), eu posso dizer com orgulho e felicidade: eu estou aqui! E sempre estarei.

Tenho compartilhado as vivências e sentimentos sobre o que está acontecendo no meu perfil do Facebook por ser um canal mais imediato e também por ser um canal mais restrito. Mas senti que devia alguma breve explicação sobre a minha ausência por aqui… Para aqueles que lerem, peço que enviem ou sigam enviando boas energias e preces para que os meus amados avós sigam bem e tenham boa saúde porque eles merecem apenas o melhor.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Que grande tolice é a vida…

Que grande tolice é a vida... Não é justa e não faz o menor sentido. Que dor dilacerante sinto vendo sofrer quem tanto amo. É como se me cortassem a carne. É como se me rasgassem a alma. Uma ferida enorme que me transforma e que jamais permitirá que eu seja a mesma de antes. Se existe Deus, como ele pode permitir que uma pessoa tão iluminada, tão bondosa, tão generosa, tão caridosa, tão amorosa, tão pacífica, tão especial como minha vó sofra dessa maneira? Onde está esse Deus que ela sempre seguiu, honrou e venerou? Onde está Nossa Senhora, a Virgem Santíssima, que mais do que ninguém deveria proteger minha vó que é a melhor e mais amorosa mãe do mundo? Juro que tento manter a fé. Não sei se em Deus mas em uma energia superior que move o universo. Que seja dado o nome que se queira dar, não importa. Deve existir algo maior que nós. Rogo a essa energia superior, tenha o nome que tiver, que seja Deus, rogo que não permita que minha amada vó sofra. Ela não merece. Sim, sempre acreditei que nada nessa vida é por acaso e que tudo tem um propósito. Fico pensando, pensando, pensando, tentando entender o incompreensível e a única possibilidade que avisto para tal propósito é que minha vó, justamente por ser uma alma tão pura, tão generosa, tão bondosa, tão caridosa e tão amorosa, tenha escolhido passar por esse sofrimento para, mestra que é, ensinar uma lição a algumas pessoas próximas que necessitam desse ensinamento e que, certa e infelizmente, não o aprenderão pois assim o demonstram diariamente em suas atitudes e discursos. O amor que sinto por ela é imenso, incondicional e infinito e não permite que ela sofra. Seria egoísmo de minha parte e ela nunca me ensinou a ser egoísta. Devo a ela tudo o que sou, tudo o que sei. Me sinto despedaçada ao vê-la assim tão fragilizada. Ela sempre foi alegre, feliz, comunicativa, amorosa, ativa, nosso núcleo, nosso exemplo. Soube viver a vida, sempre se doando a quem dela necessitasse, sempre com um sorriso aberto no rosto. Nunca a vi reclamar mesmo diante da maior adversidade. Sempre aceitou de bom grado todos os desafios e soube deles tirar o melhor proveito. Sempre viveu nos ensinando. Sempre teve as palavras e os gestos certos para cada momento. Minha mestra, meu amor maior. Aqui estou, ao teu lado, como sempre estive. Porém, invertemos os papéis, hoje quem cuida de ti sou eu com a mesma dedicação e amor que tu cuidavas de mim quando eu era um ser pequenino. Cuido de ti com muito amor, muita gratidão, muita satisfação e muito orgulho. Sempre estarei contigo independente de onde estejamos porque eu e tu somos a mesma carne, a mesma alma, a mesma energia, o mesmo amor. Cuido do meu amado avô com o mesmo carinho e amor. Meus amados avós que tanto me ensinaram nessa vida, que tanto cuidaram de mim. Meus amados avós cujas mãos e pés me guiaram e me mostraram o caminho. Que me ensinaram e, mais do que isso, me mostraram o significado das palavras mais belas: amor, família, bondade, humildade, apoio, união, cuidado, zelo, amizade. Sempre estarei com vocês. O elo que possuímos é só nosso, é muito forte e especial porque é fruto do verdadeiro amor. É o nosso tesouro. É incomparável. E é essa ligação tão pura e bela que me conforta e me dá forças. Erciliany e Gezerino, agradeço por tudo, por todos os ensinamentos, por todo o nosso amor. Dói demais vê-los tão fragilizados, tão dependentes, mas vocês sempre terão o meu e o nosso amor.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Dia da Saudade


Daniela pequena na praia
Dannes, num longíquo verão da década de 80, em Rainha do Mar (antes de adotar Capão Novo como sua praia de veraneio favorita no litoral norte gaúcho)

Descobri meio que por acaso que hoje no Brasil é o Dia da Saudade. É claro que isso me fez refletir um pouco sobre as coisas das quais sinto saudade. Mas o que é saudade, afinal? Segundo o Aurélio, saudade é um substantivo feminino que significa lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; nostalgia. Diante dessa definição, não me surpreende nada que seja um substantivo feminino. Afinal, nós, mulheres, somos mestres nas artes afetivas e a saudade é muito afetiva.
Sinto saudade de muitas coisas. Das páginas em branco dos cadernos novos aguardando a tão esperada volta às aulas, das tardes chuvosas onde me deliciava com os bolinhos de chuva feitos pela minha avó, das aulas de ballet (ah, como sinto saudades!), dos meus amados avós paternos que já se foram, de andar de bicicleta, de todos os amigos que já passaram pela minha vida e tomaram outros rumos, de passear de moto com o meu pai, do sentar no colo do meu avô para assistir televisão (e tirar uma soneca), de assistir filmes de suspense com a minha avó, de jogar canastra com a minha mãe, dos passeios pela serra com minha mãe e minha avó, de todos os meus irmãos quando eram pequenos (e que sorte ter ainda uma irmãzinha linda com três aninhos!), de dormir e acordar ouvindo música quando dividia o quarto com minha tia-irmã, dos tempos do colégio (o João XXIII foi certamente como um segundo lar), dos sonhos de mudar o mundo que eu tinha quando entrei na faculdade de Direito na PUCRS, dos meus quinze anos, dos meus vinte anos, dos meus vinte quilos a menos… Enfim, saudades de muita coisa.
Porém, a saudade maior é da ingenuidade da minha infância. A ingenuidade, no bom sentido, é característica intrínseca de toda e qualquer infância, ou pelo menos deveria ser. É quando temos a vida toda pela frente, o mundo todo para descobrir, os olhos mais atentos e curiosos. É quando corremos, brincamos, cantamos, pintamos sem nos importarmos nem um pouquinho com a opinião alheia.
É por saber a importância dessas coisas que eu tento cultivar ao máximo e nutrir a criança que ainda vive em mim. É por isso que procuro manter a mente e o coração bem abertos. É por isso que amo as artes. De qualquer forma, amadurecer faz com que se perca a poesia para a crueza do mundo. Mas nem por isso é preciso perder a capacidade de encantamento.
O presente me é muito generoso. Eu achava muito chato ser filha única quando era pequena e rezei tanto, mas tanto, que minhas preces foram atendidas e ganhei cinco maravilhosos irmãos. Me considero uma sortuda por ter uma família grande e maravilhosa. Não estou dizendo que seja perfeita porque perfeição não existe, mas é a minha amada família. A vida também me deu outro maravilhoso presente: meu amado marido. E junto com ele ganhei mais uma maravilhosa família, pessoas sinceras, amigas e generosas, de quem sinto muitas saudades porque moram longe. E cinco sobrinhos lindos e sapecas (um deles chega ao mundo agora no início de fevereiro)! Tenho também as afilhadas mais lindas e amadas do mundo (e também os filhos fofos de todos os amigos)! E tenho ainda muitos amigos: amigos de toda uma vida, amigos de longa data, amigos mais recentes, amigos mais próximos, amigos mais distantes, mas todos eles possuem um lugar muito especial na minha vida. Diante de tanta coisa boa que há no presente, fica até feio dizer que tenho saudades do passado. E sei que o futuro reserva outras tantas boas surpresas.
Sim, eu tenho saudades e valorizo o passado. Mas vivo muito bem com o presente e aguardo com alegria o futuro.
Dannes, 30 de janeiro de 2013

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Reflexão Natalina

Esse ano, me libertei! Não decorei a casa para o Natal, não organizei a festa da família. E quem me conhece sabe o quão libertador isso significa. Sim, pois eu sempre adorei o Natal, sempre decorei todas as peças da casa e sempre organizei a festa de Natal. Porém, esse ano, por algum motivo que não sei explicar e nem procurei entender, eu simplesmente não fiz a menor questão de nada disso. Simplesmente não estava com o famoso espírito natalino.

Que a data se tornou extremamente comercial todos já sabemos. Porém o que sempre me toca nessa época é o fato de todos pararem por um momento e refletirem e valorizarem o que realmente importa nessa vida. E, para mim, é estar com quem se ama. Seja em presença física, seja em espírito ou em pensamento. Essa minha tradição foi preservada, mesmo sem pinheiro montado, mesmo sem peru na ceia. Estive fisicamente com os familiares amados com quem pude estar; estive em pensamento com todos os familiares e amigos queridos que estavam fisicamente distantes e estive em espírito com os familiares e amigos que já deixaram a vida terrena. Abracei a todos, dediquei meu carinho.

Acho curioso que a vida vai mesmo nos mudando, nos moldando, embora certas coisas jamais se modifiquem.

Creio que não é o fato de emitir as palavras “Feliz Natal” que dê valor a qualquer coisa. O que importa é o que sentimos. É a minha forma de encarar a vida. Trato a “religião” assim. Grifo a palavra religião com aspas porque não sei bem ao certo em qual delas acredito. Acho que acredito na minha religião, na natureza, em energia. Não importa a qual santo se venera, em qual templo se pisa ou se ora. Não importa nem se há santo ou templo. O que importa é o que sentimos e quais são nossas ações pela vida. Praticar o bem. Isso é o que importa. Praticar o bem para mim, para o outro, para a natureza, para o mundo. Essa é a minha religião, creio.

Portanto, amigos, me perdoem se não telefonei ou se não escrevi desejando “Boas Festas”, pois lancei meus votos ao universo mirando cada um de vocês e sei que os bons ventos se encarregaram de levá-los até os seus destinos. Pois o que realmente importa é que, em meu coração e em minha alma, desejei todo o melhor a todos vocês, como sempre faço.

Espero que todos tenham desfrutado do Natal valorizando tudo o que lhes é mais valioso. E que essa valorização possa ocorrer ao longo de cada dia do ano que se aproxima. Que venha 2013!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Deus existe e é piadista

Cena 1

Jovem casal vai ao shopping fugindo da doméstica conversadeira. Sentam na área de alimentação para tomar um suco.

Mulher: Percebo que estou gostando cada vez menos de interagir com as pessoas. A comunicação é muito melhor quando virtual. Por isso, sou fã de e-mails.

Marido: Estás virando uma misantropa.

Cena 2

Após visitarem algumas lojas e efetuarem algumas compras, o casal resolve almoçar. Na mesma área de alimentação, após ter pedido seu peixe com legumes, a mulher procura uma mesa para sentar-se enquanto o marido se serve no buffet.

No meio do alvoroço, a mulher encontra uma mesa e se senta. Em menos de um minuto, o senhor sentado à mesa ao lado puxa conversa.

Senhor: Nossa, quanto movimento nesse shopping. Primeira vez que venho aqui, mas estou surpreso com o movimento.

A mulher sorri e concorda.

Senhor: Sabes que eu gosto de pescar? Esses dias, fui pescar. Não vais acreditar, pesquei uma tartaruga. Meus amigos perguntaram que tamanho tinha a bicha e eu, muito brincalhão, respondi que era do tamanho de um fusca.

A mulher, que detesta ser indelicada, sorri e murmura qualquer coisa. Nesse momento, apreensiva, torce para que o marido chegue logo com esperança de que ponha fim à conversação.

O marido, enfim, chega, mas o senhor não se intimida e continua conversando. Conta que é motorista profissional, que está aposentado, que gosta de viajar. Narra diversas aventuras da época em que cruzava o estado dirigindo um ônibus de turismo.

A mulher, a essas alturas, já teve que responder ao senhor algumas vezes, sempre sorrindo. O marido também não teve muita escolha e se integrou à conversa. E ambos almoçando enquanto o vizinho conversador tomava calmamente um chopp e contava suas histórias.

Findo o almoço, a mulher o marido se despedem do vizinho de mesa que lhes deseja boas festas. Retribuídos os votos, a mulher e o marido se afastam. A mulher já convencida de que Deus existe e é piadista.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Releituras ou A Cirurgia Plástica Artística

Ainda pesquisando o tema tratado aqui, descobri um trabalho muito interessante de autoria de uma artista italiana chamada Anna Utopia Giordano.

Anna Utopia Giordano colocou dez das mais famosas Vênus da história da arte em dieta forçada para demonstrar a insanidade dos padrões de beleza que exigem corpos esquálidos. E, utilizando o Photoshop, realizou algumas cirurgias plásticas artísticas nas obras.

O resultado você confere nas imagens abaixo (clique nas imagens para ampliar).

1. Alexandre Cabanel – The Birth of Venus (1875)

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2. Artemisia Gentileschi – Venere Dormiente/The Sleeping Venus (1625-30)

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3. William-Adolph Bouguereau – The Birth of Venus (1879)

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4. Agnolo Bronzino – Venus, Cupid, Folly and Time (1545)

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5. Jean-Auguste-Dominique Ingres – Venus (1848)

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6. Tiziano – Venere di Urbino (1538)

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7. Velasquez – Rokeby Venus (1649-51)

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8. Richard Westall – The Power of Venus

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9. Francesco Hayez – Venus (1830)

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10. Sandro Botticelli – La Nascita di Venere (1486)

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Fantástico! Fiquei imaginado o que a cirurgia plástica artística faria pelas Três Graças de Peter Paul Rubens, pintada em 1639, obra que eu adoro. Mas, certamente, elas não seriam as Três Graças se fossem esquálidas…

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Como eu já disse antes, não se trata de um culto à gordura ou à obesidade, mas sim de uma crítica a um padrão irreal e insano de beleza que pode levar meninas e mulheres a doenças sérias como a anorexia. E também de fazer as pessoas refletirem, pois não há um único padrão de beleza e não é somente o magro excessivo que é bonito. Além disso, é uma discussão importante para liberar as mulheres com peso saudável, ou mesmo as mulheres gordas ou plus size, da discriminação e do preconceito que sofrem. Lembrando que, muitas vezes, o preconceito começa internamente na medida em que a própria mulher não se aceita e não se ama. Portanto, nunca é demais lembrar que o bonito é ter substância (corporal e intelectual) independente do tamanho que você vista.

E, por favor, não mexam nas Três Graças, ok?

 

Fonte: Vogue Itália

sábado, 7 de abril de 2012

Afinal, o que há de errado com os nossos corpos?

As imagens que mostrarei e o tema sobre o qual falarei não são nenhuma novidade (a reportagem oficial foi publicada em janeiro de 2012). No entanto, o assunto é sempre atual. E, como existe muito preconceito (que é um dos maiores males da humanidade), é preciso sempre provocar o debate e a reflexão. E é exatamente esse o objetivo da matéria publicada pela Plus Model Magazine.
Além das belas e chocantes imagens, protagonizadas pela modelo plus size Katya Zharkova, a revista traz fatos igualmente chocantes. Há vinte anos, as modelos pesavam cerca de 8% a menos do que as mulheres comuns. Atualmente, as modelos pesam cerca de 23% a menos. Muitas das modelos de sucesso possuem índices corporais que as enquadram como anoréxicas. Esse é um dado muito sério. Anorexia é uma doença horrível e muito grave. Como podem as mulheres perseguirem esse ideal de beleza?
Há dez anos, modelos consideradas plus size vestiam os tamanhos 40 a 46. Atualmente, as modelos plus size que trabalham para as agências publicitárias vestem tamanhos que vão de 34 a 42. Logo, para ser considerada magra, ou dentro dos cruéis padrões de beleza impostos, a mulher deve vestir um tamanho menor do que 34. Há alguma lógica ou racionalidade nisso?
Cinqüenta por cento das mulheres vestem tamanhos 42 ou maiores, mas a maioria das lojas comercializa tamanhos 42 ou menores. Isso nos faz concluir que há um abismo entre o que se idealiza e a realidade, o que é muito triste.
Se a sociedade continuar a ignorar esses fatos, a mudança nunca ocorrerá. E não basta dizer que essa insanidade é imposta somente pela indústria da moda ou pela mídia, pois todos somos responsáveis. Portanto, todos temos que refletir sobre a questão e tomar atitudes que demonstrem o nosso descontentamento e insatisfação com tamanha loucura.
Não se trata de fazer um culto à gordura, a questão não é essa. O que é imperioso que se faça é combater o culto à extrema magreza. Modelos cadavéricas, ao estilo pele e ossos, não têm absolutamente nada de bonito.
Bonito é ter substância (corporal e intelectual), independente do tamanho que você vista, e se aceitar. Quem se ama, se cuida e isso não tem absolutamente nenhuma relação com os ponteiros da balança.
Liberte-se da lavagem cerebral e do preconceito. Não tem nada de errado em vestir 40, 42, 44, 46, ou qualquer que seja o seu tamanho. Apenas cuide da sua saúde física e mental. E seja feliz!
Para quem entende inglês, sugiro a leitura da reportagem completa (leia aqui). Porém, mesmo que você não entenda inglês, as imagens falam por si.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Hilda, de Duane Bryers

Duane Bryers nasceu numa fazenda em Michigan em 1911. Em 1923, Bryers se mudou com sua família para outra fazenda na Virginia.

Bryers começou a desenhar com cinco anos de idade. Em 1936, pintou um mural para a sua escola com 30 metros de largura e 3 metros de altura que acabou se tornando um tesouro cultural do estado de Minnesota. Esse mural o fez ser descoberto e possibilitou sua mudança para Nova Iorque, onde se tornou um respeitado e bem sucedido artista.

A personagem Hilda, belíssima pin up plus size, foi criada por Bryers para ilustrar calendários da Brown & Bigelow, editora de Minnesota. Pinturas da personagem foram produzidas entre 1957 até o início dos anos 80. Algumas vezes, Bryers se utilizava de modelos plus size, mas, na maioria das vezes, o artista não utilizava nenhuma modelo.

Não encontrei nenhuma informação acerca da morte de Bryers; portanto, suponho que continue vivo. Em sendo assim, estaria com 101 anos, outro fato interessante sobre esse homem imensamente talentoso cuja obra me conquistou e encantou.

Hilda é uma personagem bela, simpática e muito sedutora. Nos faz lembrar que não é preciso ser magérrima para ser sensual. Aliás, Hilda apoia nosso desejo de exterminar a ditadura da magreza que faz com que mulheres terminem neuróticas e, muitas vezes, doentes (a anorexia pode ser fatal), perdendo todo seu brilho e beleza.

Com vocês, Hilda, de Bryers! Ambos possuem minha profunda admiração.

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Todos os direitos autorais reservados à Duane Bryers.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Amor para sempre!

Belíssimo o trabalho da fotógrafa americana Lauren Fleishman. De uma delicadeza comovente, as fotos retratam casais americanos cujo amor sobreviveu ao teste do tempo. Os casais retratados estão juntos há mais de 50 anos.

A fotógrafa descobriu, após a morte de seu avô, várias cartas de amor escritas por ele para sua avó com quem foi casado por mais de 50 anos. E assim nascia o projeto denominado Love Ever After que, como define sua autora, pretende ser uma série fotográfica de cartas de amor.

Descobri o projeto através do twitter de Martha Stewart Weddings e me apaixonei. São momentos como esse que nos mostram que, apesar dos pesares e de todas as dificuldades que a vida possa apresentar, no final, tudo vale a pena.

Então, para esquecer esse burburinho de Carnaval, nada melhor do que apreciar essas belas imagens!

Divulguem e ajudem o projeto a ser publicado em formato de livro.

Fonte do vídeo: http://www.kickstarter.com/projects/laurenfleishman/love-ever-after

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Inércia criativa

 

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Já faz algum tempo que não consigo escrever… Sinto saudades do tempo em que a produção para os marcadores Tagarelices Poéticas e Tagarelices Literárias era intensa. Já refleti muito sobre os motivos que poderiam estar bloqueando meu processo criativo de escrita. Levantei várias teorias mas não cheguei a nenhuma conclusão.

Uma das minhas teorias é a de que, para mim, é mais fácil escrever sobre dor, sofrimento, desilusão, expectativas ou sonhos ainda não realizados. E, estando em estado de felicidade e harmonia, fica mais difícil, a não ser que o escritor incorpore um personagem amargurado. Porém, incorporar personagens não deveria ser tarefa difícil.

Outra das minhas teorias é a de que a correria cotidiana da vida e os mil afazeres que possuo, bem como uma jornada dupla de trabalho, acabam mesmo bloqueando qualquer possibilidade de relaxar a mente para deixar fluir a escrita poética.

Por fim, outra das minhas teorias é a de que o processo criativo de escrita é assim mesmo: com fases frutíferas e fases de “seca”, pelo menos para mim. E tenho que aprender a lidar com a frustração pessoal dessas fases infrutíferas.

Talvez eu devesse instituir alguma disciplina. Tentar escrever por determinado tempo diariamente, independente do que resultasse. Afinal, já dizia o grande Mário Quintana:

“Eu acho que todos deveriam fazer versos. Ainda que saiam maus, não tem importância. É preferível, para a alma humana, fazer maus versos a não fazer nenhum. O exercício da arte poética representaria, no caso, como que um esforço de auto-superação. É fato consabido que esse refinamento do estilo acaba trazendo necessariamente o refinamento da alma.
Sim, todos devem fazer versos. Contanto que não venham mostrar-me."

Talvez eu devesse me cercar de mais estímulo, mas não vejo como, pois acredito que já tenho estímulo o suficiente em minha vida. Afinal, sou leitora voraz e amante das artes em geral (cinema, música, pintura).

Não tenho pretensões de ser uma grande escritora, mas o fato é que me sinto bem e gratificada quando escrevo e sinto falta da minha vertente poética, pois dela também obtenho prazer. E é por isso que sinto tanta falta desses momentos de total entrega a mim mesma, de desvelar minha alma e me desnudar.

Bem, só me resta aguardar pelo retorno da minha criatividade poética (pois a minha criatividade em outras áreas continua bem viva), se é que acontecerá. E, talvez, tentar trabalhar nisso não faça mal, pois trabalhamos para alcançar todas as nossas metas nessa vida, não é mesmo?

 

P.S.: Você já visitou os marcadores Tagarelices Poéticas e Tagarelices Literárias do blog? Passa lá!