Felicidade é aproveitar o feriado para assistir a filmes com o homem amado! #felicidade #365diasfelizes
Além de satisfazer o desejo de escrever que me consome (de forma egoísta, não nego), e, é claro, de demonstrar o quanto sou moderna (afinal, é um blog!), o objetivo aqui é tratar dos mais diversos temas e assuntos, sem nenhum critério rígido estabelecido, dando vazão apenas à emoção e à razão (será que, em algum momento, essas duas andam juntas?), e compartilhar tudo isso com as pessoas amigas e queridas e com quem mais quiser ler e acompanhar o que for escrito.
Felicidade é aproveitar o feriado para assistir a filmes com o homem amado! #felicidade #365diasfelizes
Felicidade é sair para comprar um jeans novo e descobrir que você diminuiu um tamanho! #felicidade #365diasfelizes
Hoje decidi iniciar um novo projeto ao qual entitulo Felicidade!
Me considero uma pessoa otimista, sempre tento tirar algo positivo de tudo e acredito que a felicidade também mora nas pequenas e belas coisas cotidianas. Porém, com essa louca vida que vivemos atualmente, cheios de compromissos e tarefas, muitas vezes me sinto extremamente cansada, absorvida pelas dificuldades e até um pouco desanimada. Quando me pego nesses momentos, sempre reflito sobre as coisas boas: a começar por estar viva, por ter saúde, família, amor, amigos, trabalho, meios de me manter, um teto sobre minha cabeça, comida na mesa, roupas sobre o corpo e assim por diante. Me sinto grata e feliz. Pois é justamente desse processo que nasceu o novo projeto.
Confesso que, no meio de tudo isso, também lembrei de um projeto português muito bacana do qual sou fã, mas que terminou. O Felicidário. Parecido, mas diferente. Não conhece? Clica aqui.
A partir de hoje, a cada dia, publicarei um fato qualquer do meu dia que me faça feliz, desde os menores até os maiores acontecimentos. Será assim: Felicidade é…
E, assim, me lembro de um outro projeto ao qual tenho muito amor e que encantou a minha infância: o belíssimo Amar é…, de Kim Casali, que volta e meia habita os meus blogs.
Voltando ao Felicidade é…, estou me propondo a valorizar fatos felizes da minha rotina por 365 dias, começando hoje. Espero conseguir! E, como tudo que faço, o projeto é livre: poderá ter apenas palavras e poderá ter fotografias também.
Então, vamos lá! Bem-vindos ao Felicidade é… ou ao 365 dias felizes!
PS: As publicações devem rolar no blog e nos perfis do Facebook, Google + e Twitter. No Instagram, quando houver fotografias. #felicidade #365diasfelizes
Ele carioca. Ela gaúcha. Se conheceram no trabalho. Em Porto Alegre. Ele se apaixonou à primeira vista. Ela precisou de um pouco mais de tempo. Entre as afinidades, ambos não gostavam de frio. Muito menos do rigoroso frio gaúcho. Ele sonhava em morar em Cabo Frio, perto do mar. Tinha medo de que ela não quisesse ir pois sabia o quanto ela gostava de morar na capital gaúcha. Porém, contava a ela sobre todos os encantos da cidade litorânea: a brisa do mar, o sol sempre a brilhar, a vida leve. Ela foi se convencendo. Sonhou junto com ele imaginando essa vida paradisíaca. Foram transferidos, fizeram a mudança, compraram casa, se estabeleceram. A vida ia sendo embalada pela brisa. Até que uma noite, ao som de uma chuvinha leve, assistiam a um filme na televisão aberta. Na cena final, faltou luz. Ele estourou, revoltadíssimo. Discursou, gritou, xingou até não mais poder. Ela quieta, observando, surpresa, boquiaberta.
Ela: Amor, você não acha que está reagindo exageradamente? Será que é tão importante assim o fato de ter faltado luz na cena final do filme? Você não acha que está exagerando?
Seguiram-se alguns segundos de silêncio... Só se ouvia a chuva lá fora.
Ele: E você já reparou a droga de cidade em que estamos vivendo?
Um silêncio estarrecedor precedeu o riso que correu solto quando ela entendeu. Ele vinha guardando um descontentamento com uma série de coisas que a cidade não oferecia, com uma série de ausências que ele julgava importantes e que só teve conhecimento quando tornou o sonho em realidade. Ele não podia compartilhar esse sentimento com ela. Afinal, ele a tinha convencido a se mudar e ela o seguira por amor. Como ele poderia confidenciar que talvez morar lá não fosse tudo o que ele sonhava? Foi ela, então, que dividiu com ele um sentimento. Já estava apaixonada por Cabo Frio. Concordava com as ausências que ele sentia. Ela também as sentia. No entanto, eram ausências que poderiam ser relevadas, pois a vida estava repleta de presenças: de sol, de mar, de sal, de amor.
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Escrito em Porto Alegre, em 20 de dezembro de 2013, em homenagem a um queridíssimo casal de amigos, Luiz e Liege, de quem obtive aprovação para publicação. Muito amor para vocês sempre!
“Se você quiser que seu filho seja bom, faça-o feliz. Se quiser que ele seja melhor, faça-o mais feliz ainda. Nós fazemos nossos filhos felizes para que eles sejam bons e para que, depois, essa bondade aumente sua felicidade.”
A ausência que seremos, de Héctor Abad (na verdade, trata-se de uma citação de autoria de seu pai, Héctor Abad Gómez, oriunda de um caderno anotações que foram reunidas sob o título de Manual de Tolerância, postumamente).